Como eu cuido do meu cabelo cacheado

*Post do ano passado, que estou republicando hoje porque chegou muita gente nova no blog por causa do 

vídeo sobre finalização dos cachos. Como tenho recebido muitas perguntas por email sobre produtos que uso, estou postando de novo porque tem todos os produtos que eu uso aí (ou quase hehehe).

Acho que de repente meu blog virou uma página sobre cabelos cacheados

:D

Desde janeiro do ano passado, quando comecei o processo de sair do “ruivo vivendo de escova” para voltar ao “cacheado natural com mechas loiras”, tenho compartilhado com vocês minha saga em busca dos cachinhos perfeitos.

Resumo da história, tentando ser bem objetiva: tenho alma ruiva e amava os meu cabelão vermelho. Lembram da minha foto de Jessia Rabbit? Hahahaha. Passei anos tingindo de ruivo e até hoje sinto falta. O cabelo vermelho é um acessório e tanto. Você não precisa de muito para estar linda. O cabelo já está lá e PAH!

Masssss… tem o lado ruim. Você fica escrava do salão, tem que retocar a cada 20 dias (meu cabelo cresce muito rápido e a raiz “grita” logo),  deixa grande parte do seu salário lá na conta do cabeleireiro  e o resto você gasta com os  vários produtos caríssimos que prometem prolongar a cor.

Mas o pior de tudo é que meu cabelo tem um tempo máximo de sobrevida com tinta. Depois de uns anos tingindo, ele estava praticamento morto

:(

De tanto pigmento acumulado ele não formava mais os cachos. Foi aí que eu sentei e chorei “quero meu cabelo de volta!“. Porque eu amava viver de escova, mas também queria usar meu cabelo natural de vez em quando.

Fiquei invejando o cabelo da Maegan e decidi que ia tirar o vermelho e voltar para o loiro com mechas que eu usava antes. Comecei a tratar o cabelo lá no Chic, em Natal, para tirar todo o pigmento vermelho e reconstruir os fios. O processo foi longo, mas valeu a pena. E foi super gostoso ver meus cachinhos voltando à vida

:D

Hoje eles estão do jeitinho que eu quero e eu só vou ao salão duas vezes por ano retocar as mechas. Era a praticidade e a liberdade que eu queria! Cuido do cabelo em casa mesmo, com alguns produtos que aprendi a usar e que não abandono por nada. Vivo testando tudo pra cabelo cacheado e o resultado dos testes tá aqui nesse post.

Vale lembrar que meu cabelo é cacheado mas os fios são bem fininhos, então produtos próprios para cachos geralmente não funcionam pra mim porque deixam o cabelo pesado. Eu também gosto de volume, então não entra na minha lista nada que tire o volume dos meus cabelos!

Meu shampoo do coração é o Absolut Repair, da L’Oreal. Ele é o melhor! Super hidratante, ele limpa sem deixar os fios duros nem ressecados. Já testei vários outros e nenhum deixa meu cabelo macio e hidratado como ele. Estou até usando um shampoo da John Frieda para testar. É bom, mas não chega aos pés do Absolut.

Como sempre uso leave-in, às vezes sinto que o cabelo precisa de uma limpeza mais profunda e uso algum shampoo translúcido, que é o que limpa mais profundamente (veja esse vídeo sobre os tipos de shampoo e mude a sua vida). Quando quero essa limpeza mais profunda uso o shampoo Johnson’s Baby ou o Castanha do Brasil da Granado. Os dois são bem levinhos, baratos, fáceis de achar e deixam o cabelo super limpo.

Se eu tivesse que indicar só um produto para cabelos cacheados, com certeza seria essa máscara de hidratação. Eu uso como condicionar. Lavo o cabelo duas vezes por semana e uso logo depois do shampoo. Tiro o excesso de água com  uma toalha, aplico a máscara enluvando mecha por mecha, deixo 3 minutos e enxáguo. É mi – la – gro – sa.

Mesmo com as pontas super descoloridas pelas mechas, os cachos se formam lindamente e quem segura essa barra é essa hidrataçãozinha caseira de 3 minutos. Então se você tem o cabelo ressecado, invista nela!

Cabelo cacheado não vive sem leave-in. Fato. O meu preferido é (mais uma vez) o da Absolut Repair (não, eu não ganho jabá da L’Oreal. O bicho é bom mesmo kkk). Ele deixa os cachos perfeitos, o cabelo hidratado e maravilhoso ao ponto de poder sair no vento e passar os dedos entre os fios sem desmanchar os cachos. O cabelo fica “molinho” , uma delícia!

Como ele é meio carinho, sugiro o substituto baratinho dele que é o Amend Hydrous Intensy. O efeito é quase o mesmo e a diferença de preço é absurda. O ruim é que esse creme da Amend está saindo de circulação e sendo substituído por outro. As vendedoras dizem que a mudança foi só de embalagem, mas sei lá… Alguém aí já testou?

Ah e to curtindo também o creme da linha Natura Plant Cachos Marcantes. No começo achei um pouco oleoso demais, mas depois vi que se você dosar direitinho a quantidade de produto o efeito é bem bom. E é baratinho

;)

Agora prestem atenção! Mais importante que o creme que você usa, é a forma como você aplica! Divida o cabelo em mechas, e vá aplicando o creme das mechas de baixo até chegar à superfície. Nada de aplicar o creme só por cima, porque aí você cria um capacete por cima do fuá que fica embaixo. Esse jeito de aplicar faz toda a diferença!

Depois é só sair do banho e secar amassando com uma toalha, estimulando a formação dos cachos

;)

O day after é o maior pesadelo na vida das cacheadas. Você lava o cabelo, arruma os cachinhos e sai linda pra dormir na casa do boy e no dia seguinte ele acorda com a Maria Bethânia. Tenso.

Ó, vou te falar… Quando o cabelo é hidratado e bem cuidado, os cachos resistem e você acorda linda com os cachinhos ainda definidos. Geralmente meu cabelo acorda ainda utilizável no dia seguinte. Quando isso não acontece, eu uso o velho truque de misturar água com leave-in no borrifador e ir borrifando e arrumando o cabelo.

Depois de muita tentativa e erro, foi esse creme da linha Basic Hair, do Marco Antonio DiBiaggi, que funcionou melhor pra diluir na água e fazer isso. O engraçado é que pra usar ele como leave-in  normal não é tão bom. Mas pra esse truque do day after ele é maravijoso!

Com os produtos que já uso diariamente, nem preciso fazer hidratação no salão. Mas quando faço mechas, tipo 2 ou 3 vezes por ano, faço uma hidrataçãozinha pra dar aquele up nos fios.

Gosto muito dessa da Joico. Não é barato fazer hidratação em salão, eu sei, mas é bom de vez em quando. E quanto melhor você cuida em casa, menos você precisa gastar com esse tipo de coisa.

Não tenho feito escova com frequência mas, quando faço, evito usar aqueles produtos pré-escova  porque meu cabelo fica murcho e oleoso.

Depois de escovado uso só esse óleo nas pontas, para dar brilho e não deixar o cabelo embaraçar. Gosto muito dele!

Por último, uma dica para quem quer um cacheado mais arrumado, com “cara de festa”.

Com mousse e difusor dá pra conseguir aquele efeito de cachinhos super definidos, que parecem feitos com baby liss. Aplique leave-in, um pouco de mousse e vá secando com o difusor. Depois dê uma amassada nos cabelos, para evitar o “efeito Maysa”  com aqueles cachos muito arrumadinhos.

Eu amo esse mousse da John Frieda. É carinho mas vale a pena. Dá super certo para usar sem difusor também, naqueles dias em que você quer um cabelo especial, com cachos lindos. Ele não pesa nos fios e deixa o aspecto bem natural. Mas no dia seguinte tem que lavar, porque se você coloca outra camada de creme aí sim vi ficar pesado.

Outra dica boa é não aplicar nenhum produto na raiz. Quando eu seco com a toalha, já vou levantando a raiz porque odeio aquele aspecto de cabelo grudado na cabeça, feito capacete. O negócio é: quando mais natural, melhor. Com volume, movimento e sem raiz oleosa.

 

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Pronto, gente.  Isso é tudo que eu uso no cabelo e é assim que cuido dos meus cachinhos. E se você está querendo assumir os seus cachos, se livrar de química e ser mais feliz, vai com tudo que dá certo! Eu nunca fiz alisamento, mas destruí meu cabelo com tintura. O estrago foi grande mas recuperei. Comecei a cuidar em janeiro de 2012 e só agora meu cabelo está do jeito que eu quero. Mas deu certo! Então você também pode. Boa sorte, vida longa aos cachos

;)

Ah! Quem tiver mais dicas de produtos legais para cabelos cacheados, compartilha aí nos comentários!

Lane Marinho e as sandálias mais lindas do mundo

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Eu passo grande parte do dia em frente ao computador. Muitas horas trabalhando, outras tantas procrastinando, mas sempre lendo mil coisas sobre moda e design, que são assuntos que eu nem preciso falar que prendem muito a minha atenção, né?

Pois bem, quando a gente lê e vê muita coisa sobre moda, depois de um certo tempo a gente se acostuma a ver sempre o mesmo tipo de coisa. A vida segue linear, a gente vai clicando em vários links, vendo vários produtos parecidos, até que… BUM! Uma coisa como o trabalho de Lane Marinho pipoca na sua timeline e você fica assim, sem fôlego, com os olhinhos brilhando e pensando “que coisa mais incrível!”.

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A moça é baiana, mora em São Paulo, trabalhou como designer em algumas grandes empresas do segmento de calçados e largou tudo para se dedicar a um projeto experimental de fazer sapatos artesanais. “Largou tudo” não é a expressão correta para se usar aqui. “Abraçou tudo” seria melhor, pois foi isso que ela fez. Abraçou um ritmo de produção diferente da manufatura, trabalhando em casa, fazendo tudo com as próprias mãos. Do desenho aos acabamentos.

Cada sapato que ela faz é único. Até mesmo um pé pode sair um pouco diferente do outro e isso não é – absolutamente – um defeito. É um charme e tanto! Os modelos levam dias para ficarem prontos e custam, em média, R$ 600,00.

Além dos sapatos, Lane também faz pinturas belíssimas – que você pod ever no site mas não estão à venda – e monta cenários lindos, cheios de elementos naturais e combinação de cores para fotografar as sandálias. O Instagram dela é um sonho e vale a pena seguir (@lanemarinho).

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E, como se não bastsasse ser tão talentosa, a moça é também muito querida. Entrei em contato com ela para fazer essa entrevista e ela foi um doce. Quando voltar pro Brasil quero entrevistá-la pessoalmente! Por enquanto, vamos saber mais um pouquinho da história de Lane Marinho e desses sapatos incríveis…

 

Me fala um pouco da sua infância e da sua adolescência, Onde você nasceu? Você já tinha uma aproximação com arte?

Sou baiana, de Salvador e minha infância se dividiu entre a vida na capital e as férias no interior do estado, onde meus pais nasceram. E desde pequena tive contato com desenho e também com atividades manuais como bordado, crochet e costura. E segui assim, sempre experimentando com as mãos.

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Qual é a sua formação e como começou a sua vida profissional? Sempre esteve no meio de design/criação ou fez alguma coisa totalmente diferente?

Eu comecei estudando Design Gráfico em Salvador, depois me transferi pro Sul do país, onde cursei Design de Produto. Mas sempre fui muito curiosa e buscava meios de experimentar além do que a faculdade permitia, de forma autodidata. Com cursos cada vez mais teóricos e menos práticos no Brasil, sentia necessidade de continuar a usar as mãos: costurar, bordar, cortar, colar. E fazia isso fora da faculdade, em qualquer tempo extra. Acho que minha formação aconteceu mais na vida do que nas salas de aula. E entre estudos e trabalho, passei quase 10 anos trabalhando em grandes empresas de sapato, como Grendene e Grupo Arezzo (marcas Schutz e Alexandre Birman).

Como começou esse trabalho tão delicado com os sapatos? Como foi o início?

Eu decidi experimentar materiais novos num tipo de produto que eu já estava em contato há muito tempo. O projeto nasceu de forma orgânica, sem muito planejamento, mas com muita vontade de testar. A idéia nem é mesmo ter uma “marca” no sentido convencional da coisa – coleção inverno-verão / loja própria / showroom / pronta-entrega, etc. A vontade era mesmo de experimentar fazer sapatos, depois de passar 10 anos desenhando e acompanhando a manufatura. Queria ver no que ia dar se eu projetasse o produto e executasse a idéia depois, com minhas próprias mãos (que é diferente do “mandar-fazer”). Por isso chamo o projeto de experimental, já que aprendo enquanto faço.

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Que materiais você usa? Quanto tempo demora para um par de sapatos ficar pronto?

Todo o processo é artesanal: É tudo cortado e feito à mão, incluindo as solas, os saltos, tudo. Por isso cada par leva em média 48 horas pra ficar pronto. Alguns levam 1 dia inteiro só pra bordar. E mais 1 dia pra cortar e montar. Nas flats uso couro tipo soleta, que é couro bovino, aquele mais duro. Uso este couro que é quase sem tratamento algum. E, basicamente, cordas, pedras naturais (como jade, howlita, corais), conchas verdadeiras, pérolas e aquele tecido quadriculado que é talagarça, um tecido-base para trabalhos de ponto arraiolo e tapetes.

Você acredita que esse tipo de produto, de produção artesanal, mais carregado de significados, é uma nova tendência de consumo? As pessoas querem desacelerar e ter algo mais especial? (Essa última é mais uma vontade minha disfarçada de pergunta hahahahaha mas queria saber sua opinião sobre isso).

Eu acredito que sim. Acho que é uma tendência de “estilo de vida” menos acelerado e mais consciente.  E que isso traga um período de paz e menos “angústia-consumista”. Eu torço por isso. Ter menos e ser melhor, talvez seja essa a chave da felicidade.

 

Estou com essa frase dela na cabeça há dias… “ter menos e ser melhor”. Espero que toque vocês também e que vocês se encantem tanto quanto eu com esse trabalho.

Para quem  quer ver mais modelos e/ou encomendar o seu par, eis o site da moça www.lanemarinho.com

(E se você gostou dessa matéria, talvez se interesse também pelo trabalho de Espedito Seleiro, sobre o qual eu falei aqui)

Eu não sou gorda, sua modelagem é que é ruim!

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Fim de semana passado eu fui (de novo) dar uma olhadinha no outlet da Kate Spade e saí de lá com a auto-estima da Valexxxxca Popozuda, gritando “eu sou a diva que você quer imitar”.

Provei 1, 2, 3… 10 vestidos na loja e todos ficaram absolutamente perfeitos, com caimento incrível. Eu tinha uma cintura finíssima, meus peitos cabiam dentro do vestido e, mais do que isso, estavam arredondados e não achatados dentro da roupa. Não parecia que eu tinha um ombro mais alto que o outro, nem que meu quadril triplicou de tamanho no último ano. E me perguntava o tempo todo diante do espelho “gente, essa sou eu?”.

Isso tudo depois de algumas semanas em que tenho me achado (ou estado realmente? Não sei, não tenho balança) muito mais gorda. E, veja bem, eu não tenho problema em ser/estar gorda. Vamos falar de gorda, de gordura, de banha e buchinho, porque esse negócio de “plus size” é muito uó. É gourmetização da gordura.

Mas voltando à minha gordura… Um monte de gente vai ler isso e dizer “ai Gladis você não é gorda, olha o drama”. Outras vão ler e me achar uma obesa. Tudo depende, já diria alguém. E o que está em questão não é isso.

Como eu ia dizendo, passei os últimos dias me achando gorda and feia. Mas uma coisa que me deixa muito intrigada é que, mesmo 10 kg acima do peso que eu gostaria de ter, continuo me achando bonita quando me olho nua no espelho. Veja bem, eu disse nua, pelada, naked, sem nehum trapinho me cobrindo. Vou tomar banho aí me olho no espelho e já penso “oi gatan, você tem Tinder?”

Sem brinks! Me acho super gostosa e super me pegaria se um boy eu fosse.

Mas porque que quando me arrumo fico horrorosa?

Aí passei a perceber que só me acho gorda – de verdade – quando estou vestida. E, cada vez mais, as roupas me dão essa sensação. Tem vestido que vem com um bucho de 7 meses acoplado. Tem a promoção “na compra desta blusa ganhe um peito caído”. Tem as maravilhosas calças que não cabem suas coxas mas cabem duas pretas gil na cintura. Aliás, cintura é uma coisa complicada hoje em dia, desconfio que a maioria das pessoas que fazem modelagem desconhecem a existência dessa curva feminina.

Então eu só posso lamenter que a modelagem ruim das roupas que a gente compra tenha me feito pensar que sou gorda por tanto tempo. Na verdade eu acho que peso 40 kg e a culpa é toda das roupas bagaceiras que encontro por aí =P

Essa sensação que provei na Kate Spade é a mesma que tenho com as roupas maravilhosas da Afer, em São Paulo, e as  saias de Juraci Lira, em Natal. Modelagem, gente. A roupa é feita para vestir um ser humano e não um cabide. Por mais magra que seja uma pessoa, entre o busto e o quadril nunca vai ter uma linha reta. Anatomia é mais importante do que qualquer tendência na hora de criar uma peça!

E aí aproveito para indicar a ótima entrevista da Regina Guerreiro para o Belezinha e transcrevo a parte em que ela fala sobre a magreza excessive das modelos hoje em dia:

 “… é muito mais fácil vestir pessoas assim. São verdadeiros cabides, tudo cai bem. Antigamente, uma roupa de alta-costura não ficava ruim em ninguém. Existia toda uma arquitetura, uma engenharia que deixava você maravilhosa. As mulheres reais não são cabides.”

Aí vem mimimimodelo tem que ser esquelética para a roupa poder cair bem. A roupa de quem não sabe fazer, né? Porque os grandes mestres da haute couture vestiam perfeitamente as mulheres com curvas, meu bem!

Um outro agravante nessa (minha) história é que, desde que cheguei aqui nos Estados Unidos, caí no transe de “só vou comprar roupa barata, tem tudo por 5 dólarrr aqui, uhuuu, como é barato comprar roupa”. Sim, roupa mal feita é muito barato. E eu não sou louca de achar que posso me vestir todos os dias só com marcas que têm uma modelagem incrível. Não tenho dinheiro pra isso. Mas tenho sim conhecimento suficiente para perceber que mais vale uma peça cara e perfeita do que 15 baratinhas que não me vestem bem.

Coloquei na cabeça que tenho duas opções na vida: ser muito rica ou aprender a costurar e fazer as minhas próprias roupas. No momento, por motivos de ‘não sei lidar com dinheiro’, acho que a segunda opção é mais viável.

Pronto, era só esse desabafo que eu queria fazer. Podem continuar com a programação normal da internet. Beijos.

Look (de um dia passado) que eu adoro ♥

Troquei de computador agora e estava naquele processo de arrumar os arquivos na máquina nova, quando de repente achei uma pastinha de fotos com alguns looks que usei, fotografei e não postei.

Engraçado isso, como a gente vê a foto e lembra exatamente o que pensou quando se arrumou naquele dia! Algumas fotos eu deletei para dar espaços às coisas novas e outras eu acho que valem a pena ficar guardadas. É o caso desse look, simplesmente porque é um dos meus vestidos preferidos 

Ele é da Afer e foi amor à primeira vista! Um amor tão grande que eu acabei levando o número 42 pra casa, quando meu número na modelagem da Afer é 38! Levei assim mesmo porque era o único e mandei remodelar todo, diminuindo dois manequins. Quem nunca?

Na verdade eu. Nunca. Até cruzar com esse vestido e essa estampa exuberante, essa modelagem vintage, esse cintinho forrado, esse balanço da saia…

 

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Vestido Afer / Sapatilha Dumond / Óculos Ray Ban

Pronto, esse era o meu look antigo que nunca foi postado e eu queria mostrar pra vocês só porque ele é especial pra mim =)

 

Fui conhecer a Rainha dos Cachos em NY

Taí uma coisa que eu tinha muuuuita curiosidade de conhecer: o famosos salão de beleza da Ouidad! 

Se você tem cabelos cacheados, crespos, ondulados ou apenas é curiosa sobre o mundo dos salões de beleza,  não deixe de colocar esse lugar no seu roteiro de Nova Iorque!

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Para quem não sabe (e tem quem não saiba?!) a Ouidad é uma cabeleireira famosíssima pelo pioneirismo em cuidar e valorizar os cabelos cacheados. Ela é criadora e proprietária do primeiro salão de Nova York especializado em cachos. Editores de grandes revistas de moda e beleza a chamam de “the queen of curls” (a rainha dos cachos). Além disso ela também escreveu o livro Curl Talk (Os cachos falam), que eu estou procurando loucamente para comprar.

O salão dela fica na 57, bem pertinho do Central Park, em um prédio bem simpático. Eu já tinha visto vários posts em blogs americanos sobre o salão e essa mulher é unanimidade entre as gringas cacheadas. No Brasil, apesar de menos conhecida, os produtos dela também fazem muito sucesso. Nos grupos no Facebook sobre cachos e transição, os produtos da Ouidad são muito elogiados e é difícil encontrar uma cacheada que não tenha gostado principalmente dos finalizadores da marca.

A Seda até fez uma linha especial para cabelos cacheados com a consultoria da Ouidad. Mas eu não cheguei a testar os produtos.

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O que achei mais legal é que você se sente muito acolhida no salão, seja lá qual for o seu tipo de cacho. Dos ondulados aos super crespos. Isso é uma coisa que acho estranha nos (poucos) lugares que se dedicam aos cachos no Brasil. Geralmente é tudo voltado para cabelo afro e você só encontra produtos que funcionam bem em crespos. Quem tem um cabelo fino e ralinho como o meu, não pode sem pensar em usar essas composições mais gordurosas e super hidratantes.

No site da Ouidad você pode fazer um teste e descobrir o seu perfil de cachos. É só clicar e começar o teste. No final o site indica quais são os produtos que funcionam bem no seu tipo de cabelo.

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A Rainha dos Cachos só tem salão em Nova Iorque e Santa Monica, mas ela treina profissionais do mundo todo e você procurar no site onde tem um profissional treinado por ela atendendo em algum salão da sua cidade. Apesar da fama da mulher, o salão dela não tem aquele ar excessivamente luxuoso que te assusta e até te espanta. Não rola aquela sensação de “OMG eu não tenho saldo no banco pra frequentar esse espaço”.

Nada de ostentação. O lugar é simples e chique. As funcionárias são bem simpáticas e, claro, “The Queen” não estava lá e não pude conhecê-la pessoalmente. Como eu tinha cortado o cabelo com a técnica do Deva Cut quando cheguei aos Estados Unidos (depois faço post sobre) não quis cortar de novo. Mas aproveitei para comprar dois produtos da Ouidad, em tamanho menor, para testar.

Isso é muito bacana! Você pode comprar as miniaturas de quase tudo e, se gostar, compra o full size depois. O corte custa a partir de 125 Obamas e tem todos os preços dos serviços aqui. Ah, um detalhe: eles não fazem alisamento. Thank God!

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Eu vou fazer resenha dos dois produtos que comprei, mas já adianto: o Moisture Lock é o melhor creme pra pentear que já usei na vida! Tomou o lugar do Absolut Repair, que foi meu preferido nos últimos cinco anos.

Para quem quiser conhecer, segue o endereço: 37 W 57th St #401, New York, NY 10019

No Brasil eu sei que os produtos são vendidos na Sephora, mas vale dar uma pesquisada em outra sites que importam essas maravilhas.

 

Meus óculos novos (e como fazer óculos nos EUA)

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Sempre que vou comprar armação nova é um martírio! Quem acompanha o blog há algum tempo provavelmente se lembra o quanto eu demorei para encontrar os óculos perfeitos e acabei me apaixonando por esse aqui.

Foi uma história feliz, eu amava muito a minha armação quadradinha. Pouco antes de vir para os Estados Unidos, fui ao oftalmologista e ele me passou uma nova prescrição, com quase 1 grau a mais de miopia em uma lente e 0,5 na outra. Como minha armação estava novinha e eu queria comprar algumas nos EUA, mandei fazer só as lentes novas e vim com elas.

Acontece que, durante o jogo Brasil x Colômbia nessa última maravilhosa Copa do Mundo, acabou rolando uma treta no bar. Uma colombiana louca jogou cerveja na minha cara, começou um empurra-empurra e meus óculos sumiram (pausa dramática para eu dispersar o ódio que ainda corre em meu ser).

E aí, claro, tive que ir atrás de óculos novos. Na minha última ida ao oftalmo, pedi pra que ele me desse uma prescrição para usar aqui nos EstadosUnidos. A receita de óculos é universal, então você pode trazer a sua do Brasil e ela é aceita nas óticas aqui. Se você não tiver uma prescrição não tem problema, pois você pode facilmente fazer aqui.

Nos Estados Unidos, diferente do Brasil, o oftalmologista é procurado para tratar doenças dos olhos e coisas mais sérias. Prescrição para as lentes você faz com o optometrista, dentro da loja mesmo. Procurei muito por armações legais nos shoppings, nos outlets e em todos os lugares de orlando. Achei duas lojas mais bacanas para comprar armações originais com design bacana:

1- Lenscrafters

A Lenscrafters faz os óculos na hora, super rapidão! Eles têm armações de várias marcas e muitas lojas espalhadas por Orlando (uma em cada esquina, quase). Vendem Gucci, Dolce & Gabbana, Vogue, RayBan, Prada… E é infinitamente mais barato do que os preços do Brasil. Tem armação Dolce & Gabbana por 120 Obamas, que eu vi no Brasil por MIL REAIS! Se você fizer a lente no mesmo lugar dá pra conseguir um suoper desconto – e fique de olho também nos cupons de desconto! Tem alguns que oferecem até 50% off!

2- Pearle Vision

A Pearle Vision tem menos lojas que a Lenscrafters, mas é bem fácil de encontrar também. Tem várias na cidade. Apesar de ser menor que a Lenscrafters, achei a variedade de marcas maior e os modelos mais “diferentinhos” do jeito que eu gosto. Foi nessa loja que comprei os meus óculos atuais, com armação redonda, diferente de todos que já tinha usado. O modelo é Giorgio Armani e custou U$ 298 com as lentes. Eu podia escolher entre levar óculos + armação com preço cheio e ganhar outros óculos de qualquer valor, ou usar um desconto de 30% na primeira compra (escolhi esse porque queria comprar só um mesmo).

O modelo é esse aqui e eu estou amando essa carinha vintage dele ♥

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Se você tiver planejando vir para os Estados Unidos, considere colocar óculos bacanas na sua lista de compras. É bem mais barato do que no Brasil e super fácil de fazer as lentes e já sair da ótica usando os óculos novos. Mas, caso você prefira, pode comprar só a armação e deixar para fazer as lentes no Brasil =)

Vídeo: Coque rosquinha para cabelo cacheado

Mais um vídeo sobre cabelo cacheado \o/

Hoje eu vou ensinar a fazer um coque rosquinha que uso muuuuito! Sempre posto fotos minhas usando esse coque e muita gente pergunta como fazer com os cachos.

Eu também tinha essa dúvida, mas a verdade é que os cachos não atrapalham em nada! Dá pra fazer o mesmo coque com o cabelo liso ou cacheado, ó:

E aí, gostaram?

:)

Casa da Carrie Bradshaw e look do dia em NY

Muito da minha vontade de conhecer Nova Iorque vem do meu amor por Sex And The city (a série tá? Porque os filmes eu odiei!) e claro que eu não poderia deixar fora do meu roteiro a casa da Carrie Bradshaw e a Magnolia Bakery

A casa da Carrie fica na Perry Street, número 66, no West Village. Mas, pera, você que acompanhava SATC vai perguntar “mas Carrie não morava no Uper East Side”? Sim, morava, mas os moradores de lá não queriam gravações na região, então a produção acabou usando a fachada dessa casa na Perry Street para gravas as cenas da personagem.

Aliás, o West Village é um bairro muito delícia! Cheio de árvores e ruas bonitinhas, cafés, bistrôs, lojinhas e gente interessante na rua. Tem pracinhas, livrarias e aquela cara de bairro residencial – coisa que me encanta e adoro observar nas cidades que visito. Muito diferente da muvuca das áreas mais turísticas de Manhattan.

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Muita gente para em frente ao número 66 na Perry para tirar uma foto na frente da casa na nossa amiga Carrie. Hoje tem uma corrente logo no começo da escada e um aviso de que não pode subir até a porta, nem sentar nos degraus para tirar foto. Como eu achei bem feia a corrente, tirei no photoshop pra não cagar minhas fotos pro blog. Rá! Mas tá assim ó.

De lá, andando poucos metros, fui até a Magnolia Bakery, onde nosso quarteto preferido costumava devorar cupcakes no começo nos anos 2000. Tem outras unidades de Magnolia na cidade, mas eu queria ir naquela que aparece na série. Além do mais, é MUITO do ladinho da casa da Carrie, não são nem cinco minutos andando.

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Esqueci de tirar foto da fachada, então peguei na internet nesse blog aqui.

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O lugar é bem pequeno e não tem onde sentar. O banquinho onde Carrie sentava para conversar com Miranda não existe mais. Mas você pode comprar o seu doce e se deliciar com ele em um dos banquinhos da praça que tem na esquina.

Mais do que o cupackae do lugar, eu AMEI o Banana Pudding ♥ Ele vem nesse pote enorme, tem MUITO doce aí dentro kkk.

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No dia que reservei para o meu roteiro Sex And The City, me arrumei toda feliz como se tivesse indo encontrar uma amiga de infância muito querida (a Carrie, no caso) e aproveitei para fotografar o look pro blog.

Esse vestido parece roupa de boneca e foi um achadinho na Forever 21. Acho que ele tem um ar até muito infantil para uma mocinha de 31 anos como eu, mas não tô nem aí hahahaaha.

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Créditos do Look: Vestido e Bolsa Forever 21 / Sapatilha H&M / Óculos Aldo 

Para quem quiser fazer o roteiro SATC, seguem os endereços:

Casa da Carrie: 66 Perry Street, West Village, NY

Magnolia Bakery: 401 Bleecker Street, West Village, NY

Tem alguma apaixonada por Sex And The City aí? Apresente-se nos comentários por favor =)

 

Papelaria e amor na loja da Moleskine em NY

Se tem uma coisa que eu amo nessa vida é comprar produtos de papelaria! Meu vício em bloquinhos está prestes a me tornar uma personagem daquela série “Acumuladores” no Discovery Channel. E aí que, dias antes da minha viagem para NY, vejo no site da Ale Garattoni que a Moleskine inaugurou uma loja no Soho. Como vocês podem imaginar, foi a primeira coisa que incluí no meu roteiro hehehe.

Consultando o maravilhoso Google Maps no celular (meu deus, como a gente conseguia viajar sem isso antigamente?) vi que a Moleskine Store era bem perto da loja da Lomo e acabei indo às duas no mesmo dia. Dá pra ir a pé, aproveitando a delícia que é o Soho – o bairro mais charmoso de Nova Iorque.

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Na loja você encontra Moleskines de todos os tipos, cores e tamanhos, além de coleções especiais dos Simpsons, Mickey Mouse, da Turma do Charlie Brown e várias outras. No dia em que estive lá não tinha taaaaanta coisa assim das coleções mais diferentes. A maior variedade eram mesmo dos modelos tradicionais dos caderninhos mais charmosos do mundo. E o maior atrativo? O preço!

Comprei dois moleskines com papel pautado, cada um por cerca de U$ 10,00. Sendo que o da capa pink eu já tinha visto na Livraria Cultura por R$ 80 (ouch!)

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Tem caderninhos especiais para artistas, estilistas, músicos, cozinheiros… tudo muito fofo! E tem também vários acessórios, bolsas e cases para telefones, computadores e tablets.

Se você estiver passeando pelo Soho durante a sua viagem, vale a pena colocar essa loja no roteiro e abastecer o estoque de produtinhos para deixar o escritório mais charmoso – e organizado!

Fica na 436 W Broadway

Look de Nova Iorque – Vestido dos sonhos

Quem me segue no Instagram já sabe que eu surtei por esse vestido! Contei toda a história de como eu encontrei esse modelito dos sonhos num outlet em Orlando, nesse post aqui.

O resumo da história é: sempre paquerei o vestido mas, como ele custava MILEQUINHETOS reais no Brasil, era um amor impossível. Daí um dia encontrei o mesmo modelito por 160 Obamas aqui em Orlando e, claro, tivemos um final feliz.

Estava “guardando” esse look para uma ocasião especial, até porque, aqui em Orlando, não saio muito para lugares que pedem um visual mais arrumadinho com esse. Estava louca também para estrear a minha bolsa de boquinha hehe

A ocasião perfeita foi um date em Nova Iorque! Saí com meu namorado para comemorar aniversário de namoro na Big Apple e montei esse look que eu amei ♥ Êeeeee ♥

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Créditos do Look: Vestido Kate Spade / Colar Forever 21 / Bolsa Aldo Shoes / Sandália Cervera Alpargateria

Uma dica importante para quem vai viajar pra NY é não levar saltos altíssimos que só vão ocupar espaço na mala e não vão te ajudar em nada! Você vai andar MUITO a pé se quiser conhecer e aproveitar tudo. Se quiser levar um salto, opte por um salto médio e confortável, como uma plataforma ou uma espadrille.

Leve pelo menos dois pares de sapato ultra confortáveis e alterne os dois. Mesmo os sapatos baixinhos e gostosos começam a machucar o pé se usado vários dias seguidos. Eu levei um tênis e uma sapatilha e fui alternando, foi super de boa.

Como eu sabia que usaria looks mais arrumadinhos à noite, e que esse vestido pediria um saltinho, levei minha espadrille que é companheira inseparável! Amei esse look e – o mais importante – foi um dia muito feliz!

Espero que vocês tenham gostado também

:)