Feliz Aniversário!
Brigitte Bardot completou 76 anos hoje.
Pensei em fazer um post sobre o estilo de BB com vários itens de moda que ela lançou e eternizou, mas não tive tempo hoje. Então fica aqui só a homenagem do blog com essa foto que acho linda. E quando eu tiver um tempinho organizo esse post.
Hot Chocolate Design
Pirei com as coisas dessa loja venezuelana e vim correndo mostrar pra vocês!
A Hot Chocolate Design tem sapatilhas, sandálias, bolsas, bloquinhos, biquinis e mais um monte de coisas com ar retrô, super diferente e charmoso. A marca pertence ao casal Pablo Martinez (ilustrador) e Carolina Aguerrevere (designer gráfica), daí tanta criatividade e estilo nas peças né?
Os pontos de venda estão na Espanha, Estados Unidos e, é claro, na Venezuela. Mas é possível comprar on line através do site, e o preço é até bem amigo. Cada sapatilha por exemplo, custa o equivalente a R$ 130,00 + despesas de envio.
Separei minhas peças preferidas aí na galeria, mas vale a pena conferir tudo no site, viu?
Moleskine do Snoopy!
Mais um moleskine pra minha wish list!
Em comemoração ao aniversário das tirinhas Peanuts – aquelas que contam as historinhas de Snoopy e companhia – a Moleskine está lançando uma edição limitada (e muito linda) de caderninhos em homenagem aos personagens.
Os caderninhos trazem ilustrações e frases de toda a turma do Charliw Brown.
As tirinhas deixaram de ser publicadas em 2000, quando Charles Schulz – o autor- morreu. Mas agora todo mundo pode matar a saudade comprando essas fofuras!
Tem pra vender no Amazon, por $ 10,17. Corre pra comprar, porque deve acabar rapidinho!
Pra ver outros bloquinhos e moleskines lindos (meu vício), clica aqui, aqui, aqui e aqui.
O que o cabelo pode fazer por um “homem”
Hoje no fim da tarde, o twitter (segue aí @gladisvivane) foi dominado por um só assunto: o cabelo novo do Fábio Jr Jr, a.k.a Fiuk.
Confesso que antipatizo muito com essa criatura estranha, e pensei em nem clicar no link pra ver as fotos. Não esperava nada de bom da pessoa que usa calça vestida a vácuo e blusas com decotes maiores que os meus.
Masssss eis a grande surpresa! Por baixo de um visual horroroso, vive um rapaz até beeeeem gatxenho.
Olha só o que um cabelo e uma boa produção de moda pode fazer uma pessoa! A responsável pela mudança foi a cabeleireira Erica Monteiro. A produção era para um ensaio fotografado em Ipanema, inspirado nos anos 50.
Achei a coisa mais fofa do mundo, ele com essa carinha de italiano desfilando com sua Vespa pelas ruas de Roma…
E vocês o que acharam do visual novo ?
Pra mim, está perfeito. Mas só tiro as aspas lá do título do post quando ele parar de usar esses decotes no umbigo.
Juraci Lira**
Estou tendo a honra de trabalhar com Juraci Lira, e lembrei dessa entrevista que fiz com ela um tempão atrás.
Sobre o trabalho que estou fazendo, contarei mais em um outro post (é um figurino lindíssimo para a cantora Camila Masiso). Por enquanto, vale a pena lembrar a trajetória de Juraci – uma profissional talentosíssima, que além de tudo é muito ética e tem uma história de vida linda.

** Esta entrevista foi feita há dois anos, para meu trabalho de conclusão de curso (TCC que foi o embrião da revista Salto Agulha).
Dom.
Não existe outra palavra que possa explicar de onde vem a inspiração da estilista Juraci Lira. De origem humilde, aos cinco anos de idade ela já usava lençóis e panos de prato da mãe, para confeccionar os primeiros modelitos. Ao longo da vida de Juraci, os obstáculos não foram poucos, mas ela nunca se deixou abater.
A estilista superou a infância difícil, a perda de dois filhos, um marido opressor e uma sociedade preconceituosa. Alheia às dificuldades, seguiu em frente e se tornou a mais requisitada modista do Estado. Os vestidos criados por ela podem fazer qualquer mulher sentir-se uma estrela de cinema. E como todas querem ter seus minutos de tapete vermelho, a loja e o ateliê de Juraci estão sempre lotados.
SA – Como você começou a se interessar por moda?
JL – Tudo que aconteceu comigo foi tão natural, tão espontâneo, que posso contar milhões de vezes a minha historia sem nunca cair em contradição. Eu sempre fui autodidata. Aos cinco anos, brincando ainda, eu tinha necessidade de fazer roupinhas para minhas bonecas o tempo todo. Pegava tudo que via de panos de prato e de lençóis da minha mãe para fazer roupas de bonecas. Apanhava muito por causa dessas travessuras, mas a vontade de criar sempre foi mais forte. Às vezes eu estava na roça com meu pai, e ficava brincando de fazer desfile. Não existia televisão, nem rádio, há mais de 40 anos no interior, mas eu imaginava aquilo tudo na minha cabeça.
SA – E quando você viu que aquilo poderia ser seu trabalho?
JL – Aos oito anos. Eu lembro que entre oito e dez anos eu já estava fazendo roupas para as pessoas que confiavam em mim. Eu me oferecia para fazer e perguntava “você pode me dar um tecido para eu fazer uma roupa pra você?”, aí as pessoas me davam pedaços de chita e eu fazia roupa para elas. Aos 13 anos eu já assumi as despesas da família com o dinheiro das costuras. Eu trabalhava e estudava, passava de ano no maior sufoco, porque ficava sem tempo nenhum pra estudar. Foi assim que eu consegui fazer o primeiro e o segundo grau. Nós morávamos em Serra de Santana e a minha mãe me mandou para a casa de uma tia em Florânia, para estudar.
Durante o dia, eu estudava e cuidava da casa deles e, à noite, eu costurava para minhas colegas. No colégio, o pessoal foi divulgando e alunos, professores, todo mundo comprava minhas roupas. Quando eu terminei o segundo grau ninguém falava em faculdade de moda, isso é uma coisa muito recente no Brasil. Mas, eu sempre me interessei pela historia da moda, ficava me perguntando como as pessoas se vestiam em outros lugares, outros países. Ficava perguntando para os meus professores de colégio, como era a moda na França, como era a moda antigamente…. Essas coisas… Isso numa aula que não tinha nada a ver. Eu não me interessava por matéria nenhuma, somente por aquilo que era ligado à moda.
SA – E depois de terminar os estudos você pôde se dedicar mais à moda?
JL – Não. Deveria ter sido assim, mas eu me casei aos 20 anos e fui morar no Pará. Meu marido não me deixava trabalhar de jeito nenhum, queria que fosse somente dona-de-casa. Então, eu tinha que costurar às escondidas, quando ele não estava em casa. Eu sempre fui repreendida para fazer o meu trabalho. Primeiro quando eu era jovem no interior, meus pais não queriam que eu costurasse porque eles não tinham dinheiro para comprar tecidos para mim. O pouco que eles tinham não permitia que eles comprassem material para eu trabalhar. Depois, veio o meu marido que me proibia de trabalhar.
SA – Quando foi que você conseguiu, enfim, trabalhar com o que você sempre sonhou?
JL – Quando eu decidi voltar para Natal. Nesse tempo que eu passei no Pará, eu fui mãe e perdi meus dois filhos. Quando minhas duas crianças morreram, eu fiquei sem perspectiva nenhuma. Além de toda a tristeza, eu não podia trabalhar, não podia fazer nada, ele continuava me repreendendo. Então, aos 30 anos eu decidi que ninguém ia mais me segurar, e tomei a decisão mais certa da minha vida. Peguei uma mala e duas máquinas de costura e voltei para Natal. Vim pra cá com o apoio das minhas irmãs que me acolheram, e eu disse “vou começar minha vida agora”.
SA – Como foi esse começo?
JL – Foi difícil porque aos 30 anos eu estava começando do zero, mas ao mesmo tempo, tudo se encaminhou de forma que cinco anos depois eu já tinha uma ótima clientela. Assim que cheguei aqui em Natal, trabalhava como assistente administrativa no Incra, e reunia todas as colegas de trabalhos e as amigas delas para mostrar as roupas que eu fazia. Meus chefes não gostavam disso e me perseguiam, então, eu reunia as mulheres no banheiro para poder mostrar meu trabalho.
Eu não era feliz nesse emprego porque o que me dava prazer mesmo era criar minhas roupas. Então, quando houve aquela disponibilidade no tempo do Governo Collor, pra mim foi, a melhor coisa que aconteceu, porque eu pude finalmente me dedicar ao meu trabalho. Aí, eu trabalhava feito louca. Ficava fazendo as roupas até de madrugada e acordava cedo para começar tudo de novo. Me entreguei de corpo e alma ao meu trabalho e foi a época em que todas as algemas foram quebradas, nada mais me prendia.
SA – Como foi a sua trajetória desde o momento em que você começou a se dedicar integralmente à moda, até os dias de hoje, com o nome que você conseguiu construir?
JL – Trabalhando dia e noite, eu consegui, em cinco anos, um espaço que talvez uma pessoa, em cinqüenta anos, não consiga. Tudo o que eu criava as pessoas adoravam e cada dia tinha mais gente me procurando. Foi quando eu abri uma loja no CCAB Dois anos depois, me mudei pro Shopping Cidade Jardim. Depois, eu já queria Petrópolis e consegui abrir a minha loja na rua Potengi.
SA – Como você define seu estilo? Você é famosa pelos vestidos de festas luxuosos, é essa mesmo sua especialidade?
JL – Antigamente, eu queria desenvolver só roupas de festa. Eu realmente gosto dessas criações mais glamourosas. Mas, eu senti uma necessidade do público que procurava também uma roupa mais esportiva, mais descontraída. Mas é claro que com um diferencial. Se a cliente quer um vestido de algodão, eu faço uma peça com uma modelagem sofisticada, um modelo com personalidade. Até nas roupas mais descontraídas que faço, imprimo um toque de glamour, o diferencial é esse. E hoje todas as peças que eu vendo na minha loja são criações minhas. Tem roupas para todas as ocasiões.
SA – Você sentiu algum tipo de preconceito no mundo da moda potiguar por ser de origem humilde?
JL – Senti sim. Tive que vencer algumas barreiras em relação a isso, mas superei porque nunca baixei a cabeça. Eu lutei muito para chegar onde estou hoje. Já chegaram a me perguntar a origem da minha família, porque para você ser alguém aqui em Natal teria que ter um sobrenome famoso. Eu expliquei a essa pessoa que tenho muito orgulho da origem humilde da minha família e mais orgulho ainda de ter conquistado tudo que tenho hoje, começando do zero.
SA – Parte desse preconceito também veio da mídia, pelo fato da “imprensa especializada” em moda aqui no Estado estar atrelada às colunas sociais?
JL – É. eu não gostaria que a mídia de moda aqui fosse assim. Eu queria que a moda andasse com suas próprias pernas. Queria que os profissionais daqui levassem muito a serio o trabalho dos criadores. Por que quem merece reconhecimento de verdade é quem cria, quem tem idéias, quem as executa. Um grande avanço para o nosso Estado seria a criação de mais cursos de moda. Já existem cursos que formam profissionais para a indústria, mas precisamos de cursos que preparem estilistas mais voltados para a arte. Uma coisa é você produzir em larga escala, outra coisa é fazer um trabalho direcionado e minucioso, e são esses profissionais que o RN precisa formar.
Ah, fico devendo um post com as fotos das coisas lindas que ela cria. Vou lá provar tudo e fotografar pra vocês, ok?
Começando uma biblioteca de moda
Esse post foi um pedido da Cynthia, do Up Fashionista (sorry pelo atraso, gatan!), mas acho que vai servir pra muita gente. Ela me pediu uma dica de livro de moda, para quem quer começar a montar sua biblioteca sobre o tema.
Antes de tudo, é importante lembrar que para se informar sobre moda, é interessante ler livros de arte, cinema, arquitetura, design, história … A moda é uma área de conhecimento que está intimamente ligada a outros assuntos. Além disso, dentro do universo de livros que tem a moda como foco principal, ainda há as subdivisões: livros técnicos, biografias, histórias de marcas, livros de ilustrações e fotografias, de história…
Como eu nunca fiz uma graduação em moda (para quem não sabe, minha formação é em comunicação), sempre procurei aprender sozinha, através das minhas leituras. O resultado disso é que tenho uma mini biblicoteca até bem farta sobre o tema, mas que ainda precisa crescer muito!
E foi difícil escolher somente um livro para quem quer começar, então escolhi três. São bem diferentes entre si. Vou falar um pouco de cada, e aí dependendo do que vocês estão querendo, fazem a sua escolha.
1- Moda do Século (Fraçoise Baudot)
Escrito pelo francês François Baudot – que é colaborador da revista Elle e autor de vários títulos sobre moda – esse livro traz um resumo de tudo que aconteceu de importante na moda do séxulo XX – da Belle Époque ao fim dos anos 90. É muito gostoso de ler porque os capítulos são divididos por décadas, então é também ótimo para pesquisas rápidas. Ao final de cada capítulo, tem fotos das peças que foram ícones da década, e das celebridades que marcaram época, e cujo estilo ficou famoso. Tem também um resumo da história dos mais importantes estilistas do século, e fotos incríveis. Super indico começar a biblioteca por ele!
Esse é um livro bem leve, muito de mulherzinha. Ganhei de presente da minha amiga Nalva Melo. Trata-se de uma lista com 100 coisas que toda mulher deve ter no closet. E a relação vai de pretinho básico a BlackBerry (foi nesse livro que descobri o termo “crackberry” que as americanas usam para descrever o vício em BlackBerry hahaha). Muita coisa da lista atinge cifras em dólares que não cabem no nosso orçamento, mas é ótimo para conhecer a história de peças clássicas. Vocês sabiam, por exemplo, que são necessário dois anos para se fazer um único lenço Hermès??? Essa é uma atração à parte do livro. Sobre cada clássico do guarda-roupas, ele traz uma informação curiosa. E diz também onde é fabricada a melhor camisa branca do mundo, o melhor mocassim, o melhor jeans… Ah! e tem ilustrações muito fofas. Para saber mais, visite o blog http://as100mais.blogspot.com/
3 – Histórias da Moda (Didier Grumbach)
Esse já é um livro mais “sério”. Escrito pelo presidente da Federação Francesa da Costura e da Câmara Sindical da Alta-costura da França, foi publicado lá em 1993. Recentemente o livro foi atualizado pelo autor especialmente para a edição brasileira, que aqui é editada pela CosacNaify (como quase todos os bons livros de moda). A obra conta a história de várias marcas e estilistas, mostrando como conseguiram projeção no mundo da moda. Tem uma parte muito esclarecedora sobre a origem do ofício de costureiro (até o século XVII as mulheres eram impedidas de ter tal título) e esmiuça o surgimento da alta costura. Mas mesmo sendo mais detalhista e com textos mais longos, a leitura não chega a cansar. Os temas são muito interessantes, e tem muitas curiosidades. Também está entre os meus favoritos!
Então escolham o seu, e boa leitura!
Ah, e espero dicas de livros de vocês aí nos comentários, ok?
Esmalte da semana (passada)
Esqueci de mostrar as unhas “chanel” que fiz há algumas semanas!
A inspiração:
Claro que a ideia da Chanel é que vocês usem os esmaltes da marca para fazer a unha bicolor. Os esmaltes são o Illusion D’or (dourado) e Black Velvet, a versão matte do Black Satin.
Masssss eu usei um dourado da Big Universo e um preto da Risqué mesmo hauhauhauhau.
Sorry, esqueci de fotografar os esmaltes. Mas dá pra fazer com qualquer dourado e qualquer preto né gente?
Moleskine para estilistas
Eu amo moleskines e caderninhos de todos os tipos, mas essa é a ideia mais fofa para fashionistas que já vi na vida!
O fashionary é um moleskine que vem com várias coisas legais para quem é estilista, para quem gosta de desenhar e rabiscar, ou simplesmente para quem ama moda.
As páginas têm desenhos bem clarinhos, tipo marca d’água, para ajudar na hora de fazer um croqui. Também tem várias informações sobre medidas, tecidos, modelagem… não é o máximo???
A fofura tem versão masculina e feminina, e custa U$ 17,00.
Dá pra comprar na loja on line aqui. Aceita todos os cartões de crédito! o/
Imagem do dia
Shokay com esse trabalho do artista sueco Michael Johansson. A obra chama-se Self Contained.
Lembra aquele joguinho, o tetris? Pois é uma espécie de tetris gigante, onde as peças são contêineres e automóveis.
A instalação tem mais de dez metros de altura, e tem mais fotos aqui.





























