Vogue Itália criticada por racismo em editorial de moda
Deu no Observatório da Imprensa:
A edição italiana da revista Vogue pediu desculpas por um editorial de moda sobre brincos que seriam inspirados por adereços usados “por mulheres de cor” durante a escravidão.
O texto, intitulado “Brincos de escravas”, dizia: “Se o nome traz à mente as tradições de enfeites das mulheres de cor que eram levadas para o sul dos EUA durante o tráfico de escravos, sua última interpretação é liberdade pura. Pedras coloridas, pingentes simbólicos e esferas múltiplas. E a evolução continua”.
Publicado no início do mês, o editorial provocou polêmica na semana passada, quando leitoras indignadas deram início a uma discussão no Twitter.
A editora-chefe da Vogue Italia, Franca Sozzani, tentou consertar o problema colocando a culpa em uma “tradução ruim”. “Pedimos desculpas pela inconveniência. Foi uma questão de uma tradução muito ruim do italiano para o inglês”, afirmou – o texto no site da revista está em inglês. Segundo ela, o termo italiano que define este tipo de brinco deveria ter sido traduzido para “estilo étnico”.
O artigo foi “corrigido” no site, e o título virou “Brincos étnicos”. A parte sobre “mulheres de cor levadas para o sul dos EUA durante o tráfico de escravos” virou “mulheres de cor levadas para o sul dos EUA no fim do século 18”.
Lost in translation
No entanto, leitores continuaram a criticar a correção. Em um comentário no site da Vogue, uma leitora afirmou que, apesar de seu italiano estar “meio enferrujado”, não se lembrava da palavra escravo – “schiavo” em italiano e “slave” em inglês – ter sido, alguma vez, traduzida para étnico – “ethnic” em inglês e “etnico” em italiano. “Vocês estão sugerindo que qualquer pessoa de etnia mais escura do que branco é um schiavo. Por favor, não ajam como se fôssemos burros”, escreveu.
Há três anos, a Vogue Italia inovou na indústria da moda ao fazer pela primeira vez uma “edição negra”, apenas com modelos negras. A edição acabou sendo a mais vendida da história da revista.
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NOTA DO BLOG:
Não precisa ser fluente em italiano e inglês para perceber que a desculpa dada por Franca Sozzani foi fajuta. Óbvio que a tradução seria mesmo “brincos de escravas” e não “brincos étnicos”. Faltou foi pulso firme da editora, para assumir que teve a ideia de produzir as fotos inspiradas no tema que desagradou às leitoras.
A questão é: A moda pode buscar “inspiração” em todo tipo de tema?
Coisas como escravidão, holocausto, estupro (lembram do caso MAC?) e outros que nos causam asco e vergonha de sermos humanos, podem ser transformadas em “arte” pelas mãos da moda?
Ninguém se ofende se um artista pintar uma tela que, de alguma maneira, remeta ao holocausto. Mas já imaginou o barulho que ia ser se um estilista usasse o mesmo tema como inspiração?
O que as pessoas não querem é ver essas temáticas delicadas e cheias de tabu, em meio à frivolidade que a moda carrega. Quase todo mundo cai no mesmo pensamento de que quem produz moda, o faz apenas para a venda, para o lucro.
Mas o pintor vai vender o quadro do mesmo jeito que o estilista vai vender o vestido, não é mesmo? Porque o primeiro é nobre e o segundo não?
Porque seria honroso ser tema de um quadro, e desrespeitoso ser inspiração para um vestido?
É uma discussão que rende muito, e precisa ser vista sob muitos aspectos. Adoraria estender a questão aos comentários e saber o que vocês acham.
Clipping: Meus 10+ no Novo Jornal
Atendendo ao convite do colunista Marcos Sá, do Novo Jornal, escrevi sobre as minhas 10 maiores ícones de estilo.
São mulheres que entraram para a história pelos mais diversos motivos, mas que, em comum, tinham o fato de serem muito seguras no vestir, fazendo com que seus estilos pessoais fossem parte importante de suas histórias.
Todos os domingos o jornal traz alguém falando sobre seus 10+. Já passaram pela página pessoas das mais diversas áreas, como fotografia, teatro, televisão, política, jornalismo, e muitos outros.
Fiquei honrada com o convite de Marcos Sá, e adorei participar.
Foi bem difícil escolher somente 10, entre tantas mulheres fortes e estilosas que admiro. Mas aí vai a minha seleção:
Quem achar ruim ler o texto nas imagens – porcamente – escaneadas por mim, pode ir ao blog do jornal e ler a matéria de forma mais confortável clicando aqui.
E aí, concordam com as minhas eleitas?
Ah, outra coisa pra incluir no clipping de hoje: fui entrevistada pelo canal Vila Mulher, do portal Terra, sobre as tendências de acessórios para o próximo verão.
Quem se interessar pode ler a matéria do Terra clicando aqui.
Para ver mais aparições “Salto Agulha” na mídia, é só conferir esse link que tem todas as postagens com a tag “clipping” do blog.
Salto removível
Já imaginou poder sair para trabalhar calçando sapatilhas, e, na hora de dar uma esticadinha pós trampo, simplesmente colocar um salto alto no seu confortável sapatinho?
Pois isso é totalmente possível quando você usa um dos sapatos da designer israelense Daniela Bekerman.
Ela produz sapatos divididos em duas partes – corpo e salto – que podem ser acrescentadas, trocadas, misturadas… fazendo com que você possa criar vários modelos diferentes de sapatos.
O nome do modelo é “Ze o Ze”, que em hebraico significa “Isso ou isso”.
O que eu achei legal é que além da ideia inovadora e do design bacana, ainda é bonito e bem feminino.
Acho que vai ser difícil comprar um modelo da Daniela Bekerman – que até onde sei não vendo no Brasil – mas pode servir de inspiração para outras marcas fazerem coisas parecidas, né?
Estou na torcida o/
Vestindo a camisa
Tava de bobeira lendo as novidades pelo twitter, quando me mandaram esse link.
Olha quanta criatividade!
A moça do vídeo faz várias peças de roupa usando apenas uma camisa básica masculina. Sem cortar, sem costurar, sem alfinetes, somente amarrando.
E todos os looks ficam muito “usáveis” e bem bonitos.
A ideia de usar uma camisa para fazer tantas coisas diferentes, me fez lembrar de um VT que gravei para a Botton, loja masculina aqui do RN, sobre a história da camisa.
Uma peça básica, que habita provavelmente todos os armários masculinos.
E o que há de interessante em saber a história das peças? Bem, entre tantas outras coisas, descobrir coisas inusitadas, como por exemplo, de onde vem a expressão “crime do colarinho branco”.
Durante um período do séc XIX, os nobres usavam apenas colarinhos brancos, enquanto os operário usavam colarinhos azuis. Daí os crimes cometidos por pessoas mais abastadas e detentoras de posição privilegiada, passou a ser chamado assim.
Para quem quiser saber mais sobre as camisas, eis o vídeo
Muito obrigada à Lucimara Rett, que me mandou o vídeo da moça da camisa
Clotilde Tavares lança ‘O verso e o briefing’
Amanhã, dia 25, na livraria Siciliano do Natal Shopping, a escritora – professora – pesquisadora- atriz- minha amiga querida – Clotilde Tavares lançará mais um livro em Natal.
Trata-se de “O Verso e o Briefing – A publicidade na literatura de cordel”, resultado de uma pesquisa na qual a autora levantou uma série dos chamados “folhetos de propaganda”, muito populares no interior do Nordeste brasileiro.
O livro nasceu a partir de um trabalho acadêmico encomendado pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) de São Paulo. O diretor da instituição, José Roberto Withaker Penteado, encomendou à autora um seminário sobre o assunto. O evento foi tão bem sucedido, que Clotilde, posteriormente, aprofundou um pouco mais a pesquisa e a converteu na obra que será lançada amanhã pelo editora Jovens Escribas.
A capa da edição, bem como sua belíssima e ilustrada diagramação interna, é do diretor de arte Danilo Medeiros, que este ano já fez a arte dos livros “Pés no Caminho” e “Silas”.
A pedido dos Jovens Escribas, Clotilde preparou alguns versos, convidando leitores, familiares e amigos para a noite de lançamento. Olha que bacana
Clotilde é uma bruxinha das letras. Domina a arte da escrita como ninguém. Ela tem um blog maravilhoso que não tem atualizado muito, mas vale a pena vasculhar todos os arquivos.
Os assuntos sobre os quais ela escreve? Moda, comportamento, política, cidadania, medicina, frescurinhas… e passeia magistralmente por todos eles!
É muito diva!
Então encontro vocês lá na Siciliano amanhã, a partir das 18h, ok?
O shampoo perfeito para cabelos cacheados
Quando falei sobre o tratamento milagroso que recuperou meu cabelo e devolveu meus cachos, algumas meninas perguntaram:
“e nos dias em que você não faz o tratamento com o RMC, que shampoo você usa”?
Como eu tinha começado a testar um shampoo novo, resolvi esperar mais pra ver os resultados e falar dessa maravilha aqui.
Ao mesmo tempo em que usava o RMC, eu comecei a usar a linha Natural Wave, da L’Officer. Agora, com os cachos já recuperados, estou usando o RMC só de 15 em dias, e lavo o cabelo sempre com esse trio verdinho que me conquistou:
A linha Natural Wave é uma criação da L’Officer para estimular o cacheado natural dos cabelos.
O tratamento pode incluir também um creme que modela os cachos usando curls formes, como vocês podem ver aqui. Mas essa parte é feita apenas em salão!
O que eu estou usando, é a parte de manutenção dos cachos: dois tipos de shampoo, um condicionador e um gel finalizador (que não está na foto).
Funciona assim:
- O lº Shampoo faz um peeling nos fios. Ele tem a consistência de um gel, e não faz espuma. Ele serve para abrir as escamas do cabelo para receber o tratamento.
- O 2º Shampoo serve para a estabilização do PH dos fios. Tem fórmula positiva para iniciar a retração da estrutura dos cabelos.
- O condicionador possui a capacidade de fixar todo o cabelo em pólo positivo, desta forma obtendo retração e, por consequencia, ondulando o cabelo.
- O Finaliador “Sculpture” (sem enxágue e em forma de gel) tem como objetivo repelir a água após o processo de retração.O Sculpture modela o fio já contraído e impede a penetração da umidade, proporcionando mais resistência. Pode ser secado naturalmente ou com difusor.
O que aconteceu com meus cabelos após dois meses de uso?
Bem, eu realmente senti MUITA diferença nos cachos. Claro que eu estava usando também o RMC. Mas, ao usar frequentemente os shampoos e o condicionador Natural Wave, você percebe uma coisa muito legal: eles limpam o cabelo de forma muito suave.
Pra vocês terem ideia, a gente passa dois shampoos e os cachos não desmancham!
Tem um cheirinho muito leve e gostoso. Cheiro de coisa natural, muito fresquinho.
Ao sair do banho, quando você seca o cabelo amassando com a toalha, você realmente sente que os cachos tem muito mais facilidade de se formar, como se o cabelo tivesse mais elasticidade.
O gel para usar como leave-in, eu uso bem pouco, antes de passar meu creme da linha ablosut reapair – que PARA MIM é o melhor para modelar os cachos, deixando secar naturalmente.
Agora ATENÇÃO: se o seu cabelo perdeu os cachos por causa de processos como escova definitiva ou qualquer tipo de alisamento, provavelmente o Natural Wave não vai funcionar para você. A linha é para estimular a volta dos cachos em cabelos que perderam a ondulação natural por causa de tinturas ou danos mecânicos como chapinha e secador.
E a pergunta que vocês todas me fazem agora: Onde encontrar essa maravilha e quanto custa?
Bem, eu não lembro exatamente os preços, e, quando fui olhar no papelzinho embaixo das ambalagens, não dá pra ler direito. Mas custa entre R$ 25,00 e R$ 30,00 cada. Entao os três (2 shampoos + condicionador) sairá por cerca de R$ 80,00.
E vende lá em Valda Cabelos, que fica na Rua Valdir Targino, 3634, Candelária – Perto do Natal Shopping. O telefone de lá é o 3206-8246
Meu “luquidudia” brega =)
Quando falei aqui que ia ser jurada no concurso do Brega Solidário do GACC, as meninas lá no twitter pediram pra ver como me vesti para a festa.
Tirei umas fotos rápidas, não dá pra ver muitos detalhes, mas dá pra ver o “conjunto da obra”.
Escolhi um vestido bem colorido que comprei num brechó muuuuito tempo atrás, usei uma peruquinha básica (to viciada em perucas) pra deixar o visual menos óbvio, e sapatos com brilho.
Vale lembrar que eu super uso esse vestido em eventos “não-brega”.
Adoro! hahahaha



Eu a a coleguinha Glácia Marilac, presidente do júri.
Foi isso gente.
Gostaram do meu look Maga Patalogica meets Joelma?
=)
É hoje! Brega Solidário do GACC
Hoje tem uma festa muito divertida e com finalidade muito nobre.
o Brega Solidário do GACC já está em sua quinta edição, e toda a renda da festa é revertida para ações da instituição.
Vai ser na AABB, com várias atrações musicais, e o ingresso custa R$ 20,00.
O mais legal é que tem um concurso de look mais brega e você pode ganhar vários prêmios como jantares em restaurantes legais da cidade, diárias em hóteis e pousadas, etc.
E… adivinha quem estará no júri para escolher o melhor look brega da náite? Eu! KKKKKKK
Acho que vai ser muito divertido, quero ver todo mundo lá!
Moda e sustentabilidade em debate
Fui convidada a particiar de um evento muito interessante que vai acontecer aqui na próxima sexta-feira, e acho que TODO MUNDO que se interessa por moda de alguma maneira, deve assisitir.
É o MSE – Moda Sustentabilidade e Economia, promovido pela Casa do Estilista / SENAI e CET – Clóvis Motta.
O objetivo do evento é estimular o consumo consciente e avaliar como o designer pode influenciar o consumidor nessa “luta” pela sustentabilidade.
É a segunda edição do MSE, e o estilista potiguar Geová Rodrigues estará entre os expositores. Acho que vocês já devem ter ouvido falar muito do Geová, mas, se não ouviram, dá um google básico no nome do rapaz pra ligar o nome à pessoa.
Geová Rodrigues mora e trabalha em Nova York há muito tempo, tem diversas celebridades como fãs da sua marca, e carrega há muito tempo a bandeira da moda sustentável.
Acho que chega de dar detalhes do evento né? Vocês tem que ir lá praticipar, aprender e questionar.
O MSE será no auditório da Casa da Indústria, na Av. Salgado Filho, às 19h30, na sexta-feira, dia 19/08.
O evento é aberto à comunidade, e para participar basta levar 1kg de alimento não perecível.
S Design convida
Anotem na agenda!
Amanhã, 17/08, a partir das 17h, na loja do CCAB Petrópolis, a S.Design lançará sua nova coleção.
A tema da primavera/verão da SD esse ano é “O segredo é o sol”. Então podem esperar cores fortes, iluminadas, corais, conchas e um mar de inspirações.
Vamos?























